A Persol é uma empresa italiana que existe no mercado desde 1917, foi criada a princípio para esportistas. Sua marca registrada é a flechinha prateada nas hastes dos óculos e os modelos dobráveis (folding glass). Alguns de seus modelos foram vistos nos rostos de vários atores e atrizes nas telas do cinema, como por exemplo o modelo 714 usado em 1968 por Steve Mcqueen, no filme Thomas Crown-A Arte do Crime e o modelo usado por Audrey Hepburn no filme Bonequinha de Luxo. Hoje a Persol aparece sendo usado apenas por quem é bem informado e sabe o que é bom.
Chegou agora ao Brasil em 150 óticas brasileiras alguns modelos da Persol, inclusive o modelo 714 relançado por ela.
Este é com certeza o acessório do momento, só naõ é tão fácil encontrar, nem mesmo na Itàlia, os modelos da vez. Então corra atrás do seu!
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Friday, February 10, 2012
Tiffany sunglesses
A Tiffany &Co. acaba de lançar sua coleção de óculos de sol para o verão 2012. Extremamente sofisticada como a própria marca é, os modelos têm as hastes de acetato decoradas com cristais austríacos. Além disso, as lentes polarizadas protegem 100% contra os raios UV e possuem uma coberta anti-reflexo que permite maior conforto a visão. Um luxoooo!!!!
Baby DIOR
A maison Christian Dior lançou recentemente sua coleção fall-winter 2011/2012 da sua linha infantil Baby Dior. A linha foi criada em 1980, após um pedido da princesa Caroline de Mônaco aos estilistas da griffe para eles desenharem roupas e acessórios para seus filhos. A coleção é sempre dividida em dois grupos de 0 a 24 meses e de 2 a 10 anos.
O vídeo de campanha da Baby Dior é muito fofo e os looks lindos demais! Pena que só encontramos na Europa e EUA.
O vídeo de campanha da Baby Dior é muito fofo e os looks lindos demais! Pena que só encontramos na Europa e EUA.
Louis Vuitton em sidney
Para comemorar a abertura da primeira loja da griffe francesa Louis Vuitton na Austrália, uma exposição inusitada foi montada no interior da loja, em Sydney.
O designer britânico Billie Achilleos criou esculturas de animais, característicos da fauna australiana, utilizando acessórios da marca. O mais interessante é que o designer não alterou nenhuma das peças para montar suas obras de arte; os cintos, bolsas, carteiras e niqueleiras foram utilizados em sua forma original. Achei a coisa mais fofa os bichinhos de Billie, principalmente o esquilo.
O designer britânico Billie Achilleos criou esculturas de animais, característicos da fauna australiana, utilizando acessórios da marca. O mais interessante é que o designer não alterou nenhuma das peças para montar suas obras de arte; os cintos, bolsas, carteiras e niqueleiras foram utilizados em sua forma original. Achei a coisa mais fofa os bichinhos de Billie, principalmente o esquilo.
Mercado de luxo no Brasil
Este caso descreve as principais características do mercado de luxo no Brasil e como a Christian Dior conseguiu alterar seu reposicionamento. Aspectos como lealdade dos consumidores em re- lação a produtos de luxo, percepção de status e de auto-estima também são discutidos nesse estudo, que destaca o processo de transformação da marca Christian Dior em um dos maiores ícones do mercado de luxo.
Palavras-chave: mercado de luxo; Christian Dior; lealdade dos consumidores
*Abstract
This case describes the main features of the luxury market in Brazil and how the brand Christian Dior could be repositioned. This study presents other aspects such as consumers’ loyalty for luxury products, how they perceive their status and self-steam. The discussion highlights the transforma- tion process of the brand Christian Dior into one of the major icons of the luxury market. Keywords: luxury market; Christian Dior; consumers’
Introdução
• O Mercado de Luxo
• O Mercado de Luxo no Brasil
• O Consumidor de Luxo
• A Estratégia das Marcas de Luxo
• Valorizando a Marca de Luxo
• CHRISTIAN DIOR Reposicionamento de marca no Setor de Luxo
• Marca no Setor de Luxo
• Conclusão
• Referências Específicas
O luxo está na moda. As marcas, também. E o mer- cado de luxo é o paraíso das marcas. Os consumido- res desse privilegiado segmento, mais do que leais, tendem a ser adoradores das marcas pelas quais se dispõem a pagar preços premium, em troca dos va- lores que percebem nelas, como satisfação da auto- estima e a expressão de um alto status sócio-eco- nômico, real ou aspirado. Esses valores podem ul- trapassar, sem ignorá-los, outros componentes da proposta de valor daquelas marcas, como qualidade do desempenho, design, estilo. Para conquistar esse reconhecimento, as marcas de luxo são lapidadas por anos de um consistente trabalho de posicionamento, pelo uso criativo e elaborado do composto de fer- ramentas de marketing e pela corajosa decisão das empresas suas proprietárias de renová-las continua- mente, sem contradizer sua essência. Hesitações na tarefa de rejuvenescimento podem abalar o valor das marcas. Este estudo de caso descreve, justamente, como a empresa proprietária da marca Christian Dior conseguiu recolocá-la na posição de um dos maiores ícones do mercado de luxo, após um período de per- da de vitalidade da imagem.
1. O Mercado do Luxo
O chamado setor de luxo é usualmente entendido como composto por 35 sub-setores:
1. Acessórios de moda
2. Bagagem/Artigos de couro 3. Calçados
4. Cosmética
5. Vestuário
6. Relojoaria
7. Perfumaria
8. Automóveis
9. Aviões particulares
10. Iates
11. Champagne
12. Vinhos
13. Cristais
14. Ourivesaria
20. Porcelana e Faiança
21. Mobiliário
22. Outros têxteis da casa 23. Luminárias
24. Têxteis de mobiliário
25. Distribuição alimentar 26. Hotelaria
27. Restauração
28. Instrumentos de música 29. Foto, som e vídeo
30. Artigos de papelaria 31. Edição
32. Impressão
33. Tabacaria
34. Horicultura
35. Cuidados corporais
Segundo a Interbrand, o mercado mundial do luxo cresceu 19% em 2003 para atingir um valor estima- do em US$ 200 bilhões. Com o impacto da tendência chamada de “novo luxo”, previa-se que esse valor dobraria em 2005. Ainda segundo a Interbrand, 15 das 100 mais valiosas marcas do mundo em 2004 eram de luxo. O Boston Consulting Group estima que o mercado de luxo girará em torno de US$ 1 trilhão por volta de 2010 (excluindo os sub-setores de vinho e destilados).
2. O Mercado do Luxo no Brasil
Segundo a Amcham Brasil, a Câmara Americana de Comércio, o mercado do luxo no país alcançou um valor entre US$ 1,8 e US$ 2,2 bilhões, ou cerca de
www.espm.br/publicações
1% do mercado de luxo mundial. A porcentagem da população que consumia produtos de luxo em 2004 era pequena, comparada à de países desenvolvidos. Mas, cruzando o valor do mercado de luxo com as várias estimativas de números de consumidores do setor, deduz-se que o consumidor médio de produtos de luxo no Brasil despendeu talvez três a cinco ve- zes mais do que o consumidor médio mundial. Mais: os produtos cresciam ao redor de um terço ao ano, embora as vendas de algumas marcas tenham arre- fecido em 2004.
Christian Dior e muitas outras marcas mundiais de luxo, famosas e bem sucedidas, disputam com vigor o mercado brasileiro que foi, por exemplo, o primeiro da América do Sul a ter lojas da joalheria Tiffany & Co. Baccarat e Christofle estão aqui desde o Império. Um das lojas brasileiras da Louis Vuitton está entre as mais produtivas do mundo. A Armani, diz-se, te- ria vendido no ano 2000 mais no Brasil do que em Nova York. As lojas Montblanc de São Paulo também estariam entre as mais bem sucedidas da rede no mundo. A marca venderia aqui mais canetas do que em qualquer outro país exceto os EUA, França, Itália e Espanha; e só perderia na venda de relógios para os EUA e a Itália. O responsável pela concessionária da Ferrari revelou numa entrevista que, em 2002, vendia 40 unidades dos seus carros por ano, a preços entre US$ 180 e US$550 mil. Em São Paulo, bas- ta andar no shopping center Iguatemi, visitar a loja Daslu ou passear no “quadrilátero dos Jardins” para encontrar nomes identificados com as ruas mais ex- clusivas de New York, Paris ou Milano.
c. Restrições ideológicas à entrada do país na eco- nomia mundial foram eliminadas e a partir de 1990 nos abrimos para a importação de produtos de todo tipo. Foi em 1989, antecipando aquela decisão, que a Louis Vuitton – com 150 anos de vida, uma das maio- res do mundo, com vendas anuais de US$ 4 bilhões – decidiu apostar no Brasil.
d. Eliminaram-se, também, restrições fiscais e bu- rocráticas que limitavam viagens freqüentes ao ex- terior a poucos privilegiados. Mas, exceto por um minúsculo grupo de viajantes habituais, os turistas são compradores ocasionais, anônimos, sem o aten- dimento personalizado que faz parte do encantamen- to do mercado de luxo.
e. A valorização do dólar atraiu para as lojas locais muitos que viam nas viagens uma oportunidade de comprar. Isso cria um círculo virtuoso para empresas que, por outros fatores, visam aqui se instalar.
f. Nosso sistema de crédito, desenhado para uma baixa renda per capita, facilita o acesso da classe média ao luxo, com pagamentos parcelados. Mesmo cartões de crédito restritos aceitam parcelamento em ocasiões especiais, em lojas de luxo.
g. Não há constrangimentos de ordem religiosa e cul- tural que inibam, como em alguns países, o acesso de mulheres a produtos de moda e satisfazedores da auto-estima. Nossa cultura até valoriza a extroversão e inclui uma pré-disposição ao consumo e à percep- ção crescente de um valor emocional forte nos arti- gos de luxo.
bre os motivos que resultam em despesas não com- preendidas e aceitas por muitas pessoas. Compre- ender as atitudes que afetam seu comportamento de compra e levam a preferir determinada marca é um desafio que exige pesquisa qualitativa contínua e complexa.
Criar uma identidade de marca a ponto de transfor- má-la em luxo exige uma forte diferenciação cons- truída por anos e anos de ações assertivas e con- sistentes, que busquem uma imagem imaculada e ligada a valores como conquista, distinção social e poder.
hoje proprietário da Dior tem, entre suas unidades de “comércio seletivo”, uma “loja” via web, a “eLuxury” (ver adiante, Grupo LVMH).
No setor de moda e vestuário, onde reinam as mais conhecidas marcas de alto luxo, os ciclos de vida do produto são cada vez mais curtos, devido às cons- tantes mudanças e à demanda por novos modelos e criações. Com isso, é necessário que as empresas estejam em sintonia com as tendências e expectati- vas do mercado, através de pesquisas de mercado e um sistema de inteligência de marketing eficiente que permita uma reação rápida e objetiva às mudan- ças culturais que impactam a moda e às iniciativas da concorrência.
4. Valorizando a Marca de Luxo
Duas estratégias vêm sendo usadas com sucesso na valorização das marcas de luxo.
Extensões de Marca. A extensão da marca para ou- tras categorias de produto que não conflitem com a percepção da marca aumenta o vinculo do cliente com a marca e o ticket médio desse cliente. A taxa de sucesso das extensões de marca no setor de luxo é muito alta. A razão é que a percepção das mar- cas de luxo depende mais de fatores intangíveis, de personalidade, do que de associações com tipos de desempenho que limitam a extensão dos produtos de compra freqüente (Creme Dental OMO? Sabonete Doritos?). Por exemplo, Tiffany, Armani e H. Stern foram estendidas para linhas de decoração: Linha Ti- ffany Baby, Armani Casa e H.Stern Home. Historica- mente, as marcas de luxo utilizam as extensões com bastante propriedade. Montblanc nomeia hoje reló- gios, óculos, artigos de couro, perfumes. Dior dá seu nome não apenas às roupas com que Christian Dior lançou a marca e a algumas extensões mais usuais entre as marcas de luxo, como bolsas e perfumes, mas a uma longa lista de produtos que inclui até arti- gos esportivos como pranchas de surf e skis.
caráter universal do luxo como diferenciador e rele- ga a um segundo plano a influência da cultura local do consumidor. Quando seu mind set está ligado no luxo, o consumidor é “cidadão do mundo”. Emoções à parte, o consumidor e a consumidora de marcas de luxo são pessoas viajadas e bem informadas. A universalidade de uma marca de luxo é intrínseca à sua identidade.
CHRISTIAN DIOR
Reposicionamento de marca no setor de luxo
1. Empreendedorismo e arte na alta costura
Christian Dior, como muitos empreendedores, amar- gou dificuldades no caminho que o levaria à posição de grande ícone da alta costura. Não conseguiu con- cretizar sua paixão pela arquitetura; e depois de pós- graduar-se em Cências Políticas, a galeria de arte que abriu e em que chegou a exibir pintores de fama foi arrasada pela crise financeira de 1929. Esse criativo e determinado francês da Normandia passou a dese- nhar moda para casas de costura parisienses. Reco- nhecido, tornou-se designer dos renomados Robert Piguet e Lucien Lelong. Em 1946, o milionário da in- dústria textil Marcel Boussac, percebeu o potencial de Dior e financiou a instalação da maison Dior num endereço que ficaria famoso e abriga a empresa até hoje, a Avenue Montaigne, 30, em Paris. O clima em seguida à 2a Guerra Mundial era propício para suas inovações. A economia, a cultura e os sentimentos se reconstruíam depois de uma guerra sangrenta em que, pela primeira vez, cidades inteiras foram alvo de bombardeios de ambas as partes. Em 12 de fevereiro de 1947, Christian Dior apresentou sua primeira cole- ção. Carmel Snow, editora da revista Harper ́s Baza- ar, ao vê-la, exclamou “It ́s a new look!”. Ao contrário da moda prática da igualmente icônica Coco Channel, o New Look de Dior valorizava a feminilidade e o gla- mour, num momento em que o mundo ansiava por alegrias e emoções. O “tailleur Bar”, o mais famoso da coleção, sugeria a extravagância luxuosa que ca- racterizou a marca e que, hoje, voltou à Dior como traço da sua personalidade. Casaquinho de seda bei- ge, ombros naturais, saia ampla quase até o tornoze- lo, cintura estreita e bem marcada. Estava lançado o padrão estético da moda de luxo dos anos 50.
Por:Gustavo Figueiredo
Palavras-chave: mercado de luxo; Christian Dior; lealdade dos consumidores
*Abstract
This case describes the main features of the luxury market in Brazil and how the brand Christian Dior could be repositioned. This study presents other aspects such as consumers’ loyalty for luxury products, how they perceive their status and self-steam. The discussion highlights the transforma- tion process of the brand Christian Dior into one of the major icons of the luxury market. Keywords: luxury market; Christian Dior; consumers’
Introdução
• O Mercado de Luxo
• O Mercado de Luxo no Brasil
• O Consumidor de Luxo
• A Estratégia das Marcas de Luxo
• Valorizando a Marca de Luxo
• CHRISTIAN DIOR Reposicionamento de marca no Setor de Luxo
• Marca no Setor de Luxo
• Conclusão
• Referências Específicas
O luxo está na moda. As marcas, também. E o mer- cado de luxo é o paraíso das marcas. Os consumido- res desse privilegiado segmento, mais do que leais, tendem a ser adoradores das marcas pelas quais se dispõem a pagar preços premium, em troca dos va- lores que percebem nelas, como satisfação da auto- estima e a expressão de um alto status sócio-eco- nômico, real ou aspirado. Esses valores podem ul- trapassar, sem ignorá-los, outros componentes da proposta de valor daquelas marcas, como qualidade do desempenho, design, estilo. Para conquistar esse reconhecimento, as marcas de luxo são lapidadas por anos de um consistente trabalho de posicionamento, pelo uso criativo e elaborado do composto de fer- ramentas de marketing e pela corajosa decisão das empresas suas proprietárias de renová-las continua- mente, sem contradizer sua essência. Hesitações na tarefa de rejuvenescimento podem abalar o valor das marcas. Este estudo de caso descreve, justamente, como a empresa proprietária da marca Christian Dior conseguiu recolocá-la na posição de um dos maiores ícones do mercado de luxo, após um período de per- da de vitalidade da imagem.
1. O Mercado do Luxo
O chamado setor de luxo é usualmente entendido como composto por 35 sub-setores:
1. Acessórios de moda
2. Bagagem/Artigos de couro 3. Calçados
4. Cosmética
5. Vestuário
6. Relojoaria
7. Perfumaria
8. Automóveis
9. Aviões particulares
10. Iates
11. Champagne
12. Vinhos
13. Cristais
14. Ourivesaria
20. Porcelana e Faiança
21. Mobiliário
22. Outros têxteis da casa 23. Luminárias
24. Têxteis de mobiliário
25. Distribuição alimentar 26. Hotelaria
27. Restauração
28. Instrumentos de música 29. Foto, som e vídeo
30. Artigos de papelaria 31. Edição
32. Impressão
33. Tabacaria
34. Horicultura
35. Cuidados corporais
Segundo a Interbrand, o mercado mundial do luxo cresceu 19% em 2003 para atingir um valor estima- do em US$ 200 bilhões. Com o impacto da tendência chamada de “novo luxo”, previa-se que esse valor dobraria em 2005. Ainda segundo a Interbrand, 15 das 100 mais valiosas marcas do mundo em 2004 eram de luxo. O Boston Consulting Group estima que o mercado de luxo girará em torno de US$ 1 trilhão por volta de 2010 (excluindo os sub-setores de vinho e destilados).
2. O Mercado do Luxo no Brasil
Segundo a Amcham Brasil, a Câmara Americana de Comércio, o mercado do luxo no país alcançou um valor entre US$ 1,8 e US$ 2,2 bilhões, ou cerca de
www.espm.br/publicações
1% do mercado de luxo mundial. A porcentagem da população que consumia produtos de luxo em 2004 era pequena, comparada à de países desenvolvidos. Mas, cruzando o valor do mercado de luxo com as várias estimativas de números de consumidores do setor, deduz-se que o consumidor médio de produtos de luxo no Brasil despendeu talvez três a cinco ve- zes mais do que o consumidor médio mundial. Mais: os produtos cresciam ao redor de um terço ao ano, embora as vendas de algumas marcas tenham arre- fecido em 2004.
Christian Dior e muitas outras marcas mundiais de luxo, famosas e bem sucedidas, disputam com vigor o mercado brasileiro que foi, por exemplo, o primeiro da América do Sul a ter lojas da joalheria Tiffany & Co. Baccarat e Christofle estão aqui desde o Império. Um das lojas brasileiras da Louis Vuitton está entre as mais produtivas do mundo. A Armani, diz-se, te- ria vendido no ano 2000 mais no Brasil do que em Nova York. As lojas Montblanc de São Paulo também estariam entre as mais bem sucedidas da rede no mundo. A marca venderia aqui mais canetas do que em qualquer outro país exceto os EUA, França, Itália e Espanha; e só perderia na venda de relógios para os EUA e a Itália. O responsável pela concessionária da Ferrari revelou numa entrevista que, em 2002, vendia 40 unidades dos seus carros por ano, a preços entre US$ 180 e US$550 mil. Em São Paulo, bas- ta andar no shopping center Iguatemi, visitar a loja Daslu ou passear no “quadrilátero dos Jardins” para encontrar nomes identificados com as ruas mais ex- clusivas de New York, Paris ou Milano.
c. Restrições ideológicas à entrada do país na eco- nomia mundial foram eliminadas e a partir de 1990 nos abrimos para a importação de produtos de todo tipo. Foi em 1989, antecipando aquela decisão, que a Louis Vuitton – com 150 anos de vida, uma das maio- res do mundo, com vendas anuais de US$ 4 bilhões – decidiu apostar no Brasil.
d. Eliminaram-se, também, restrições fiscais e bu- rocráticas que limitavam viagens freqüentes ao ex- terior a poucos privilegiados. Mas, exceto por um minúsculo grupo de viajantes habituais, os turistas são compradores ocasionais, anônimos, sem o aten- dimento personalizado que faz parte do encantamen- to do mercado de luxo.
e. A valorização do dólar atraiu para as lojas locais muitos que viam nas viagens uma oportunidade de comprar. Isso cria um círculo virtuoso para empresas que, por outros fatores, visam aqui se instalar.
f. Nosso sistema de crédito, desenhado para uma baixa renda per capita, facilita o acesso da classe média ao luxo, com pagamentos parcelados. Mesmo cartões de crédito restritos aceitam parcelamento em ocasiões especiais, em lojas de luxo.
g. Não há constrangimentos de ordem religiosa e cul- tural que inibam, como em alguns países, o acesso de mulheres a produtos de moda e satisfazedores da auto-estima. Nossa cultura até valoriza a extroversão e inclui uma pré-disposição ao consumo e à percep- ção crescente de um valor emocional forte nos arti- gos de luxo.
bre os motivos que resultam em despesas não com- preendidas e aceitas por muitas pessoas. Compre- ender as atitudes que afetam seu comportamento de compra e levam a preferir determinada marca é um desafio que exige pesquisa qualitativa contínua e complexa.
Criar uma identidade de marca a ponto de transfor- má-la em luxo exige uma forte diferenciação cons- truída por anos e anos de ações assertivas e con- sistentes, que busquem uma imagem imaculada e ligada a valores como conquista, distinção social e poder.
hoje proprietário da Dior tem, entre suas unidades de “comércio seletivo”, uma “loja” via web, a “eLuxury” (ver adiante, Grupo LVMH).
No setor de moda e vestuário, onde reinam as mais conhecidas marcas de alto luxo, os ciclos de vida do produto são cada vez mais curtos, devido às cons- tantes mudanças e à demanda por novos modelos e criações. Com isso, é necessário que as empresas estejam em sintonia com as tendências e expectati- vas do mercado, através de pesquisas de mercado e um sistema de inteligência de marketing eficiente que permita uma reação rápida e objetiva às mudan- ças culturais que impactam a moda e às iniciativas da concorrência.
4. Valorizando a Marca de Luxo
Duas estratégias vêm sendo usadas com sucesso na valorização das marcas de luxo.
Extensões de Marca. A extensão da marca para ou- tras categorias de produto que não conflitem com a percepção da marca aumenta o vinculo do cliente com a marca e o ticket médio desse cliente. A taxa de sucesso das extensões de marca no setor de luxo é muito alta. A razão é que a percepção das mar- cas de luxo depende mais de fatores intangíveis, de personalidade, do que de associações com tipos de desempenho que limitam a extensão dos produtos de compra freqüente (Creme Dental OMO? Sabonete Doritos?). Por exemplo, Tiffany, Armani e H. Stern foram estendidas para linhas de decoração: Linha Ti- ffany Baby, Armani Casa e H.Stern Home. Historica- mente, as marcas de luxo utilizam as extensões com bastante propriedade. Montblanc nomeia hoje reló- gios, óculos, artigos de couro, perfumes. Dior dá seu nome não apenas às roupas com que Christian Dior lançou a marca e a algumas extensões mais usuais entre as marcas de luxo, como bolsas e perfumes, mas a uma longa lista de produtos que inclui até arti- gos esportivos como pranchas de surf e skis.
caráter universal do luxo como diferenciador e rele- ga a um segundo plano a influência da cultura local do consumidor. Quando seu mind set está ligado no luxo, o consumidor é “cidadão do mundo”. Emoções à parte, o consumidor e a consumidora de marcas de luxo são pessoas viajadas e bem informadas. A universalidade de uma marca de luxo é intrínseca à sua identidade.
CHRISTIAN DIOR
Reposicionamento de marca no setor de luxo
1. Empreendedorismo e arte na alta costura
Christian Dior, como muitos empreendedores, amar- gou dificuldades no caminho que o levaria à posição de grande ícone da alta costura. Não conseguiu con- cretizar sua paixão pela arquitetura; e depois de pós- graduar-se em Cências Políticas, a galeria de arte que abriu e em que chegou a exibir pintores de fama foi arrasada pela crise financeira de 1929. Esse criativo e determinado francês da Normandia passou a dese- nhar moda para casas de costura parisienses. Reco- nhecido, tornou-se designer dos renomados Robert Piguet e Lucien Lelong. Em 1946, o milionário da in- dústria textil Marcel Boussac, percebeu o potencial de Dior e financiou a instalação da maison Dior num endereço que ficaria famoso e abriga a empresa até hoje, a Avenue Montaigne, 30, em Paris. O clima em seguida à 2a Guerra Mundial era propício para suas inovações. A economia, a cultura e os sentimentos se reconstruíam depois de uma guerra sangrenta em que, pela primeira vez, cidades inteiras foram alvo de bombardeios de ambas as partes. Em 12 de fevereiro de 1947, Christian Dior apresentou sua primeira cole- ção. Carmel Snow, editora da revista Harper ́s Baza- ar, ao vê-la, exclamou “It ́s a new look!”. Ao contrário da moda prática da igualmente icônica Coco Channel, o New Look de Dior valorizava a feminilidade e o gla- mour, num momento em que o mundo ansiava por alegrias e emoções. O “tailleur Bar”, o mais famoso da coleção, sugeria a extravagância luxuosa que ca- racterizou a marca e que, hoje, voltou à Dior como traço da sua personalidade. Casaquinho de seda bei- ge, ombros naturais, saia ampla quase até o tornoze- lo, cintura estreita e bem marcada. Estava lançado o padrão estético da moda de luxo dos anos 50.
Por:Gustavo Figueiredo
Thursday, February 9, 2012
Campanha da TOD'S no teatro scala em milaõ
Conhece Milão? Se sim, provavelmente já esteve no La Scala. O teatro, com umas das melhores acústicas do planeta, foi palco de espetáculos históricos. As grandes óperas de Verdi, Puccini e até Villa-Lobos (sim, temos o busto dele esculpido em mármore lá) foram encenadas na casa. Arrepia entrar em seus salões! Se gostar/simpatizar com o gênero músical -ópera- então, vai ser #Disney -o retorno#.
Meu avô amava ópera. Eu, amava meu avô. Depois que o perdi, resolvi que seria excelente trilha sonora pras minhas lembranças…. Nabucco e La Traviata são minhas preferidas!
A Tod´s, marca de sapaténhos que a gente super gosta, anunciou parceria fenômeno. A marca será a patrocinadora do teatro na temporada que vem aí. A idéia surgiu do fato de ambas serem apaixonadamente italianas. PIREI, pronto. Já quero emitir passagem pra Itália bem na época que a temporada começa. Pra comemorar, vídeo das bailarinas do La Scala encenando os múltiplos passos na produção da phynérrima dos sapatos. Quer ver o vídeo???? Clica aqui.
Achou que acabou? Eu já estava ótima sabe…. felicíssima. Extrinha acessível! (ok, é caro, mas mais fácil que os tickets pra abertura da temporada) Tem edição especial de sapatilhas. Mais ballet impossível. Fita de cetim, cores incríveis. Quero djáaaaaaaa Walter Mercado!
Por:Gustavo Figueiredo
Meu avô amava ópera. Eu, amava meu avô. Depois que o perdi, resolvi que seria excelente trilha sonora pras minhas lembranças…. Nabucco e La Traviata são minhas preferidas!
A Tod´s, marca de sapaténhos que a gente super gosta, anunciou parceria fenômeno. A marca será a patrocinadora do teatro na temporada que vem aí. A idéia surgiu do fato de ambas serem apaixonadamente italianas. PIREI, pronto. Já quero emitir passagem pra Itália bem na época que a temporada começa. Pra comemorar, vídeo das bailarinas do La Scala encenando os múltiplos passos na produção da phynérrima dos sapatos. Quer ver o vídeo???? Clica aqui.
Achou que acabou? Eu já estava ótima sabe…. felicíssima. Extrinha acessível! (ok, é caro, mas mais fácil que os tickets pra abertura da temporada) Tem edição especial de sapatilhas. Mais ballet impossível. Fita de cetim, cores incríveis. Quero djáaaaaaaa Walter Mercado!
Por:Gustavo Figueiredo
Wednesday, February 8, 2012
Hugo Boss
Em homenagem a Alemanha grande publico do blog a postagem é sobre uma marca de uma marca da Alemanha a Hugo Boss!!!!!
HUGO BOSS é moda, estilo de vida e sucesso. Essas são as características presentes nas suas roupas, acessórios, óculos, perfumes, cosméticos, relógios e artigos de couro. Alguns de seus produtos são dinâmicos e cosmopolitas, e mesclam visuais sérios e esportivos. Outros são jovens, e, pouco convencionais, antecipando tendências urbanas. Há ainda os luxuosos, marcados por elegância e exclusividade. O design moderno e elegante faz com que os produtos da marca alemã sejam reconhecidos por pessoas que realmente tem bom gosto e estão dispostos a pagar caro por eles.
A história
A famosa marca foi fundada em 1924, após o fim da Primeira Guerra Mundial, na cidade de Metzingen, localizada nas montanhas da Suábia no sul da Alemanha, pelo alfaiate vienense Hugo Ferdinand Boss, como uma pequena loja de roupas que comercializava uniformes, macacões, vestimenta para trabalhadores e fardas militares. Enquanto o país enfrentava uma difícil crise econômica, a empresa crescia. Rapidamente a pequena empresa se tornou especialista em uniformes e capas de chuva e logo a loja teve que ser transformada em uma pequena fábrica para atender a crescente demanda. Apesar de vislumbrar um futuro promissor, sete anos depois a empresa paralisou suas atividades devido à instabilidade econômica que se vivia no país durante o período de pós-guerra. Mesmo ameaçado constantemente pela bancarrota e várias dificuldades financeiras, o fundador não desistiu do seu ganha-pão e reviveu o negócio em 1931, altura em que se associou ao partido Nazista. A partir de 1933, e devido à popularidade crescente de Adolf Hitler, começou a confeccionar os uniformes militares do Terceiro Reich, em especial os da temida SS.
Para garantir sua produção, ele recorreu à mão de obra quase escrava de franceses, poloneses e dos deportados para os campos de concentração. O negócio nunca esteve tão próspero. Após sua morte, em 1948, a empresa, então dirigida por seu genro, entrou em um período de obscuridade, isto porque após a guerra, a demanda por uniformes ficou escassa. A saída encontrada pela fábrica foi apostar na moda masculina. Nascia assim, em 1953, o terno HUGO BOSS, que conquistou os homens de negócios por suas linhas limpas, por trazer um tecido mais leve do que o usado comumente na Alemanha e um desenho mais jovem. Foi a combinação justa e balanceada da dita austeridade alemã para criar roupas que transmitiam por suas fibras e tramas a seriedade de quem as usava. Em 1967, dois netos de Hugo, Uwe e Jochen Holy, assumiram o controle da empresa e passaram a focar definitivamente os negócios somente em moda masculina. A época não poderia ser melhor: surgiram com o nascimento dos primeiros trabalhadores compulsivos e ambiciosos (conhecidos pela expressão em inglês, workaholics) e logo viria uma geração inteira para vesti-los, os yuppies do fim dos anos 70 e década de 80.
Em 1970, a empresa lançou a BOSS, linha de prêt-à-porter que tinha como alvo os jovens empresários com grandes potenciais de crescimento. Com tecido importado da Itália, seus ternos atraíam os compradores não apenas pelo corte impecável, mas pelos blazeres de ombros estreitos e abotoamento duplo, moda na época. O sonho de ampliar a notoriedade da marca se tornou possível em 1972, quando a HUGO BOSS passou a patrocinar equipes da Fórmula 1 e atletas de tênis e golfe, conquistando assim uma enorme exposição mundial. Foi nesta década, em 1976, que a marca HUGO BOSS foi lançada no mercado americano, um passo importante para o crescimento de suas vendas. Apesar de não terem impressionado de imediato, o êxito dos ternos da grife estava garantida, principalmente quando começaram a ser vestidos por estrelas como Sylvester Stallone e Michael Jackson, o tenista Bjorn Borg, sem esquecer a dupla de detetives da famosa série de televisão “Miami Vice”.
O auge da marca ocorreu na década de 80, altura em que a HUGO BOSS iniciou a produção de linhas de produtos mais econômicas, mas igualmente atrativas. A expansão continuou em 1984 com o licenciamento de fragrâncias e, no ano seguinte, com a abertura de seu capital na Bolsa de Valores. Em 1998, o terno “feminino” entrou no dicionário da HUGO BOSS. As coleções para as mulheres seguiam o padrão masculino de peças com corte limpo e muitas vezes reto e geométrico, sem grandes ornamentos, acessórios, decotes ou curvas. A sofisticação estava na simplicidade e no uso de materiais que davam o toque final as roupa. O fim da era yuppie e a nova modéstia da década de 90 trouxeram para a marca um novo período: foram criadas linhas casuais (BOSS ORANGE), esportivas (BOSS GREEN) e uma high end, que apresentava somente roupas de alta qualidade (BOSS SELECTION). A HUGO BOSS foi uma das primeiras marcas a se desmembrar em outros nomes para atender melhor o público. Na época isso causou certo estranhamento, mas hoje a idéia é seguida por diversas marcas e grifes do mundo inteiro.
Em 1991 foi lançado o primeiro produto licenciado. A coleção também foi ampliada, passando a produzir linha de camisas, gravatas, suéteres e jaquetas de pele. Nesta época, a empresa foi adquirida pelo grupo italiano Marzotto (hoje, Valentino Fashion Group) que, além da marca principal BOSS – dedicada às linhas e coleções mais clássicas – lançou mais duas segmentações: HUGO, voltada às criações e coleções mais jovens, e BALDESSARINI, linha de luxo mais independente. Além das roupas, cosméticos, óculos e perfumes também passaram a fazer parte do catálogo da marca alemã. Depois de quase uma década de uma enorme reestruturação, a HUGO BOSS recuperou seu prestígio e sofisticação de anos passados e voltou a ditar tendência na moda mundial. Resultado, 2010 foi para a marca alemã o ano de maior êxito financeiro em toda a sua história.
A linha do tempo
1985
● Após 70 anos dedicando-se à moda, a grife lança seu primeiro perfume masculino, BOSS, ingressando assim em mais um rentável segmento de consumo.
1987
● Lançamento do perfume masculino BOSS SPORT.
1989
● Lançamento do BOSS WHITE, primeiro perfume feminino da marca alemã.
1993
● Lançamento da HUGO, linha voltada às criações mais jovens. A linha feminina foi lançada no mercado em 1998.
● Lançamento da BALDESSARINI, linha de luxo mais independente cuja direção artística ficou a cargo do austríaco Werner Baldessarini. Essa marca foi vendida em meados de 2006 quando a recém lançada BOSS BLACK SELECTION a superou em vendas.
1995
● Lançamento do perfume HUGO MAN, que impulsionou a marca em todo o mundo, se transformando em um dos mais bem-sucedidos lançamentos em sua história. O tradicional perfume inovou também na forma de seu frasco, inspirado em um autêntico cantil militar, contendo um cinturão de lona verde que prende a tampa. Em 2009, foi lançada uma edição especial com um novo frasco desenvolvido pelo designer karim Rashid, cuja tiragem foi de apenas 1.000 unidades.
1998
● Lançamento do perfume masculino BOSS BOTTLED.
1999
● Lançamento da BOSS ORANGE, uma marca masculina com tendência esportiva e casual, separando-se da imagem sofisticada da HUGO BOSS. A linha feminina seria introduzida em 2005. Esta linha foi relançada em 2010 com roupas mais casuais.
● Lançamento do perfume masculino HUGO DARK BLUE.
2000
● Lançamento da BOSS WOMAN, composta da primeira coleção de prêt-à-porter feminina, criada num estúdio independente em Milão e sob o comando de um estilista de fora da empresa. A expansão não atingiu o sucesso esperado, levando seus dirigentes a redirecionarem a produção feminina à Alemanha, onde os estilistas da casa conseguiram salvar o projeto.
2002
● Lançamento da BOSS GREEN (antes conhecida como BOSS SPORT), linha onde a roupa esporte converge com a moda atual, combinando materiais funcionais com um vestuário esportivo. A linha é composta por peças especiais para a prática de golfe, contemplando homens ativos e ligados à moda A linha feminina foi lançada em 2010.
● Lançamento de uma série limitada de bicicletas feitas em alumínio e visual retrô.
● Lançamento do perfume masculino BOSS IN MOTION.
2003
● Lançamento da BOSS BLACK SELECTION, grife que enxerga a moda como manifestação moderna do luxo. A atenção aos detalhes, aos tecidos mais seletos do mercado e a elaboração artesanal caracterizam esta linha.
● Inauguração de sua loja âncora em plena Avenida Champs-Elysées, em Paris.
● Lançamento do perfume feminino BOSS INTENSE.
2005
● Lançamento da BOSS SKIN, sua linha de cosméticos masculinos.
2007
● Lançamento do perfume feminino BOSS FEMME.
2009
● Lançamento do perfume feminino BOSS ORANGE.
● Lançamento do perfume HUGO ELEMENT.
2011
● Lançamento do perfume JUST DIFFERENT, que contou com o ator e músico Jared Leto como garoto-propaganda.
● Lançamento do perfume BOSS ORANGE MAN, que tinha como garoto-propaganda o ator Orlando Bloom, escolhido por simbolizar o estilo de vida do homem metropolitano que a marca reflete.
O passado nebuloso
Sinônimo de elegância e luxo, a HUGO BOSS é um produto “Made in Germany” altamente respeitado no mundo da moda. No entanto, a tradicional marca alemã carrega um passado de envolvimento nazista. Hugo Ferdinand Boss teve uma relação muito estreita com o nazismo. Em 1931 se filiou ao Partido Nacional-Socialista (NSDAP), de Adolf Hitler. Antes e durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa desenhou e produziu uniformes de tropas e oficiais da Wehrmacht e SS. Além disso, a empresa foi acusada de usar mão-de-obra forçada, onde os trabalhadores tinham uma carga diária de 12 horas, com um curto período de intervalo. O empresário, após o término da guerra, foi tachado de “oportunista do Terceiro Reich“, multado em 80 mil marcos, e privado de seus direitos civis. “A fábrica de roupas fundada pelo senhor Hugo Boss produziu roupas de trabalho e achamos que também uniformes da SS. Até agora, nós não temos arquivos na companhia e nós estamos tentando descobrir o que aconteceu“, declarou Monika Steilen, porta-voz da empresa, em 1997, quando a notícia foi divulgada por uma revista austríaca.
A relação com a arte e os esportes
Não é só na moda que a HUGO BOSS mostra-se ativa. Ao longo da sua existência, a grife patrocinou diversas modalidades esportivas, como a Fórmula 1 (vestiu a equipe da McLaren dentro e fora das pistas em 1981), golfe (patrocinou e vestiu o jogador Bernhard Langer em 1985), tênis (patrocinou a Copa Davis em 1985), esqui e boxe. A marca tem também um importante papel no mundo artístico através do Prêmio Hugo Boss (Hugo Boss Art Prize). Em parceria com o Museu Guggenheim, desde 1995 o prêmio valoriza os artistas modernos. A premiação é feita a cada dois anos. A HUGO BOSS também mantém parceria com o pavilhão alemão da Bienal de Veneza desde 2003.
Dados corporativos
● Origem: Alemanha
● Fundação: 1924
● Fundador: Hugo Boss
● Sede mundial: Metzingen, Alemanha
● Proprietário da marca: Hugo Boss AG
● Capital aberto: Sim (1985)
● Chairman: Hellmut Albrecht
● CEO: Claus-Dietrich Lahrs
● Faturamento: €1.72 bilhões (2010)
● Lucro: €185.9 milhões (2010)
● Valor de mercado: €5.2 bilhões (julho/2011)
● Lojas: 537 (1.500 contando as franqueadas e parcerias)
● Presença global: 124 países
● Presença no Brasil: Sim (6 lojas)
● Funcionários: 10.032
● Segmento: Moda de luxo
● Principais produtos: Roupas e acessórios
● Principais concorrentes: Ermenegildo Zegna, Giorgio Armani e Ralph Lauren
● Ícones: Os ternos
● Website: www.hugoboss.com
A marca no Brasil
A marca alemã chegou ao Brasil em 1988, trazida pelo ex-piloto de corridas, Emerson Fittipaldi, campeão da Fórmula 1 e Indy, que foi durante anos um dos parceiros comerciais da grife no Brasil. Neste período, como o país ainda estava fechado para importações, a maior parte das peças era fabricada aqui mesmo, em vez de ser importada, como ocorria com seus concorrentes. A partir de 2002, a marca alemã entrou em um período turbulento no país, no qual sofreu com o fechamento de lojas e brigas com os franqueados. Isso ficou claro, em 2003, quando a maior loja da marca localizada na badalada Rua Haddock Lobo, no bairro dos Jardins, fechou as portas. Foi a prova concreta dos diversos erros estratégicos da marca. O primeiro deles foi expandir sem critérios. A marca chegou a ter 20 lojas, vender seus produtos em 80 lojas multimarcas e marcar presença em cidades que não tinham poder aquisitivo para comprar seus caros produtos. Além disso, as peças da grife eram produzidas no Brasil por diversos fornecedores. Aos poucos, a marca foi perdendo o glamour que os clientes buscavam para concorrentes como Ermenegildo Zegna e Giorgio Armani. Todas as lojas foram fechadas e as operações permaneceram adormecidas até 2006. Tudo foi revisto pela empresa. As roupas voltaram a ser importadas e acabou o sistema de franquia. Uma nova loja foi inaugurada em São Paulo. Depois de recuperar o prestígio da marca no país, a empresa alemã voltou a inaugurar outras lojas próprias em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, fechando o ano de 2010 com seis unidades.
A marca no mundo
Os produtos da HUGO BOSS, como coleções de roupas, óculos, perfumes, sapatos e relógios, divididos em três sub-marcas principais, estão disponíveis em 124 países através de 1.500 lojas da grife (somadas as unidades próprias, franqueadas e parcerias) e em mais de 5 mil lojas de departamento e multimarcas. Aproximadamente 62% de suas vendas são geradas no continente Europeu, com a América respondendo por outros 22%. A linha BOSS BLACK corresponde a 68% do faturamento da empresa alemã. Os produtos da marca são fabricados em vários locais, como por exemplo, em Izmir na Turquia (sua fábrica mais importante); Radom na Polônia (sapatos); Morrovalle na Itália (sapatos e artigos de couro); Cleveland nos Estados Unidos (ternos); e Metzingen na Alemanha.
Você sabia?
● Tendo começado como um negócio familiar, nenhum membro da família Boss tem alguma participação nos negócios hoje em dia.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
HUGO BOSS é moda, estilo de vida e sucesso. Essas são as características presentes nas suas roupas, acessórios, óculos, perfumes, cosméticos, relógios e artigos de couro. Alguns de seus produtos são dinâmicos e cosmopolitas, e mesclam visuais sérios e esportivos. Outros são jovens, e, pouco convencionais, antecipando tendências urbanas. Há ainda os luxuosos, marcados por elegância e exclusividade. O design moderno e elegante faz com que os produtos da marca alemã sejam reconhecidos por pessoas que realmente tem bom gosto e estão dispostos a pagar caro por eles.
A história
A famosa marca foi fundada em 1924, após o fim da Primeira Guerra Mundial, na cidade de Metzingen, localizada nas montanhas da Suábia no sul da Alemanha, pelo alfaiate vienense Hugo Ferdinand Boss, como uma pequena loja de roupas que comercializava uniformes, macacões, vestimenta para trabalhadores e fardas militares. Enquanto o país enfrentava uma difícil crise econômica, a empresa crescia. Rapidamente a pequena empresa se tornou especialista em uniformes e capas de chuva e logo a loja teve que ser transformada em uma pequena fábrica para atender a crescente demanda. Apesar de vislumbrar um futuro promissor, sete anos depois a empresa paralisou suas atividades devido à instabilidade econômica que se vivia no país durante o período de pós-guerra. Mesmo ameaçado constantemente pela bancarrota e várias dificuldades financeiras, o fundador não desistiu do seu ganha-pão e reviveu o negócio em 1931, altura em que se associou ao partido Nazista. A partir de 1933, e devido à popularidade crescente de Adolf Hitler, começou a confeccionar os uniformes militares do Terceiro Reich, em especial os da temida SS.
Para garantir sua produção, ele recorreu à mão de obra quase escrava de franceses, poloneses e dos deportados para os campos de concentração. O negócio nunca esteve tão próspero. Após sua morte, em 1948, a empresa, então dirigida por seu genro, entrou em um período de obscuridade, isto porque após a guerra, a demanda por uniformes ficou escassa. A saída encontrada pela fábrica foi apostar na moda masculina. Nascia assim, em 1953, o terno HUGO BOSS, que conquistou os homens de negócios por suas linhas limpas, por trazer um tecido mais leve do que o usado comumente na Alemanha e um desenho mais jovem. Foi a combinação justa e balanceada da dita austeridade alemã para criar roupas que transmitiam por suas fibras e tramas a seriedade de quem as usava. Em 1967, dois netos de Hugo, Uwe e Jochen Holy, assumiram o controle da empresa e passaram a focar definitivamente os negócios somente em moda masculina. A época não poderia ser melhor: surgiram com o nascimento dos primeiros trabalhadores compulsivos e ambiciosos (conhecidos pela expressão em inglês, workaholics) e logo viria uma geração inteira para vesti-los, os yuppies do fim dos anos 70 e década de 80.
Em 1970, a empresa lançou a BOSS, linha de prêt-à-porter que tinha como alvo os jovens empresários com grandes potenciais de crescimento. Com tecido importado da Itália, seus ternos atraíam os compradores não apenas pelo corte impecável, mas pelos blazeres de ombros estreitos e abotoamento duplo, moda na época. O sonho de ampliar a notoriedade da marca se tornou possível em 1972, quando a HUGO BOSS passou a patrocinar equipes da Fórmula 1 e atletas de tênis e golfe, conquistando assim uma enorme exposição mundial. Foi nesta década, em 1976, que a marca HUGO BOSS foi lançada no mercado americano, um passo importante para o crescimento de suas vendas. Apesar de não terem impressionado de imediato, o êxito dos ternos da grife estava garantida, principalmente quando começaram a ser vestidos por estrelas como Sylvester Stallone e Michael Jackson, o tenista Bjorn Borg, sem esquecer a dupla de detetives da famosa série de televisão “Miami Vice”.
O auge da marca ocorreu na década de 80, altura em que a HUGO BOSS iniciou a produção de linhas de produtos mais econômicas, mas igualmente atrativas. A expansão continuou em 1984 com o licenciamento de fragrâncias e, no ano seguinte, com a abertura de seu capital na Bolsa de Valores. Em 1998, o terno “feminino” entrou no dicionário da HUGO BOSS. As coleções para as mulheres seguiam o padrão masculino de peças com corte limpo e muitas vezes reto e geométrico, sem grandes ornamentos, acessórios, decotes ou curvas. A sofisticação estava na simplicidade e no uso de materiais que davam o toque final as roupa. O fim da era yuppie e a nova modéstia da década de 90 trouxeram para a marca um novo período: foram criadas linhas casuais (BOSS ORANGE), esportivas (BOSS GREEN) e uma high end, que apresentava somente roupas de alta qualidade (BOSS SELECTION). A HUGO BOSS foi uma das primeiras marcas a se desmembrar em outros nomes para atender melhor o público. Na época isso causou certo estranhamento, mas hoje a idéia é seguida por diversas marcas e grifes do mundo inteiro.
Em 1991 foi lançado o primeiro produto licenciado. A coleção também foi ampliada, passando a produzir linha de camisas, gravatas, suéteres e jaquetas de pele. Nesta época, a empresa foi adquirida pelo grupo italiano Marzotto (hoje, Valentino Fashion Group) que, além da marca principal BOSS – dedicada às linhas e coleções mais clássicas – lançou mais duas segmentações: HUGO, voltada às criações e coleções mais jovens, e BALDESSARINI, linha de luxo mais independente. Além das roupas, cosméticos, óculos e perfumes também passaram a fazer parte do catálogo da marca alemã. Depois de quase uma década de uma enorme reestruturação, a HUGO BOSS recuperou seu prestígio e sofisticação de anos passados e voltou a ditar tendência na moda mundial. Resultado, 2010 foi para a marca alemã o ano de maior êxito financeiro em toda a sua história.
A linha do tempo
1985
● Após 70 anos dedicando-se à moda, a grife lança seu primeiro perfume masculino, BOSS, ingressando assim em mais um rentável segmento de consumo.
1987
● Lançamento do perfume masculino BOSS SPORT.
1989
● Lançamento do BOSS WHITE, primeiro perfume feminino da marca alemã.
1993
● Lançamento da HUGO, linha voltada às criações mais jovens. A linha feminina foi lançada no mercado em 1998.
● Lançamento da BALDESSARINI, linha de luxo mais independente cuja direção artística ficou a cargo do austríaco Werner Baldessarini. Essa marca foi vendida em meados de 2006 quando a recém lançada BOSS BLACK SELECTION a superou em vendas.
1995
● Lançamento do perfume HUGO MAN, que impulsionou a marca em todo o mundo, se transformando em um dos mais bem-sucedidos lançamentos em sua história. O tradicional perfume inovou também na forma de seu frasco, inspirado em um autêntico cantil militar, contendo um cinturão de lona verde que prende a tampa. Em 2009, foi lançada uma edição especial com um novo frasco desenvolvido pelo designer karim Rashid, cuja tiragem foi de apenas 1.000 unidades.
1998
● Lançamento do perfume masculino BOSS BOTTLED.
1999
● Lançamento da BOSS ORANGE, uma marca masculina com tendência esportiva e casual, separando-se da imagem sofisticada da HUGO BOSS. A linha feminina seria introduzida em 2005. Esta linha foi relançada em 2010 com roupas mais casuais.
● Lançamento do perfume masculino HUGO DARK BLUE.
2000
● Lançamento da BOSS WOMAN, composta da primeira coleção de prêt-à-porter feminina, criada num estúdio independente em Milão e sob o comando de um estilista de fora da empresa. A expansão não atingiu o sucesso esperado, levando seus dirigentes a redirecionarem a produção feminina à Alemanha, onde os estilistas da casa conseguiram salvar o projeto.
2002
● Lançamento da BOSS GREEN (antes conhecida como BOSS SPORT), linha onde a roupa esporte converge com a moda atual, combinando materiais funcionais com um vestuário esportivo. A linha é composta por peças especiais para a prática de golfe, contemplando homens ativos e ligados à moda A linha feminina foi lançada em 2010.
● Lançamento de uma série limitada de bicicletas feitas em alumínio e visual retrô.
● Lançamento do perfume masculino BOSS IN MOTION.
2003
● Lançamento da BOSS BLACK SELECTION, grife que enxerga a moda como manifestação moderna do luxo. A atenção aos detalhes, aos tecidos mais seletos do mercado e a elaboração artesanal caracterizam esta linha.
● Inauguração de sua loja âncora em plena Avenida Champs-Elysées, em Paris.
● Lançamento do perfume feminino BOSS INTENSE.
2005
● Lançamento da BOSS SKIN, sua linha de cosméticos masculinos.
2007
● Lançamento do perfume feminino BOSS FEMME.
2009
● Lançamento do perfume feminino BOSS ORANGE.
● Lançamento do perfume HUGO ELEMENT.
2011
● Lançamento do perfume JUST DIFFERENT, que contou com o ator e músico Jared Leto como garoto-propaganda.
● Lançamento do perfume BOSS ORANGE MAN, que tinha como garoto-propaganda o ator Orlando Bloom, escolhido por simbolizar o estilo de vida do homem metropolitano que a marca reflete.
O passado nebuloso
Sinônimo de elegância e luxo, a HUGO BOSS é um produto “Made in Germany” altamente respeitado no mundo da moda. No entanto, a tradicional marca alemã carrega um passado de envolvimento nazista. Hugo Ferdinand Boss teve uma relação muito estreita com o nazismo. Em 1931 se filiou ao Partido Nacional-Socialista (NSDAP), de Adolf Hitler. Antes e durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa desenhou e produziu uniformes de tropas e oficiais da Wehrmacht e SS. Além disso, a empresa foi acusada de usar mão-de-obra forçada, onde os trabalhadores tinham uma carga diária de 12 horas, com um curto período de intervalo. O empresário, após o término da guerra, foi tachado de “oportunista do Terceiro Reich“, multado em 80 mil marcos, e privado de seus direitos civis. “A fábrica de roupas fundada pelo senhor Hugo Boss produziu roupas de trabalho e achamos que também uniformes da SS. Até agora, nós não temos arquivos na companhia e nós estamos tentando descobrir o que aconteceu“, declarou Monika Steilen, porta-voz da empresa, em 1997, quando a notícia foi divulgada por uma revista austríaca.
A relação com a arte e os esportes
Não é só na moda que a HUGO BOSS mostra-se ativa. Ao longo da sua existência, a grife patrocinou diversas modalidades esportivas, como a Fórmula 1 (vestiu a equipe da McLaren dentro e fora das pistas em 1981), golfe (patrocinou e vestiu o jogador Bernhard Langer em 1985), tênis (patrocinou a Copa Davis em 1985), esqui e boxe. A marca tem também um importante papel no mundo artístico através do Prêmio Hugo Boss (Hugo Boss Art Prize). Em parceria com o Museu Guggenheim, desde 1995 o prêmio valoriza os artistas modernos. A premiação é feita a cada dois anos. A HUGO BOSS também mantém parceria com o pavilhão alemão da Bienal de Veneza desde 2003.
Dados corporativos
● Origem: Alemanha
● Fundação: 1924
● Fundador: Hugo Boss
● Sede mundial: Metzingen, Alemanha
● Proprietário da marca: Hugo Boss AG
● Capital aberto: Sim (1985)
● Chairman: Hellmut Albrecht
● CEO: Claus-Dietrich Lahrs
● Faturamento: €1.72 bilhões (2010)
● Lucro: €185.9 milhões (2010)
● Valor de mercado: €5.2 bilhões (julho/2011)
● Lojas: 537 (1.500 contando as franqueadas e parcerias)
● Presença global: 124 países
● Presença no Brasil: Sim (6 lojas)
● Funcionários: 10.032
● Segmento: Moda de luxo
● Principais produtos: Roupas e acessórios
● Principais concorrentes: Ermenegildo Zegna, Giorgio Armani e Ralph Lauren
● Ícones: Os ternos
● Website: www.hugoboss.com
A marca no Brasil
A marca alemã chegou ao Brasil em 1988, trazida pelo ex-piloto de corridas, Emerson Fittipaldi, campeão da Fórmula 1 e Indy, que foi durante anos um dos parceiros comerciais da grife no Brasil. Neste período, como o país ainda estava fechado para importações, a maior parte das peças era fabricada aqui mesmo, em vez de ser importada, como ocorria com seus concorrentes. A partir de 2002, a marca alemã entrou em um período turbulento no país, no qual sofreu com o fechamento de lojas e brigas com os franqueados. Isso ficou claro, em 2003, quando a maior loja da marca localizada na badalada Rua Haddock Lobo, no bairro dos Jardins, fechou as portas. Foi a prova concreta dos diversos erros estratégicos da marca. O primeiro deles foi expandir sem critérios. A marca chegou a ter 20 lojas, vender seus produtos em 80 lojas multimarcas e marcar presença em cidades que não tinham poder aquisitivo para comprar seus caros produtos. Além disso, as peças da grife eram produzidas no Brasil por diversos fornecedores. Aos poucos, a marca foi perdendo o glamour que os clientes buscavam para concorrentes como Ermenegildo Zegna e Giorgio Armani. Todas as lojas foram fechadas e as operações permaneceram adormecidas até 2006. Tudo foi revisto pela empresa. As roupas voltaram a ser importadas e acabou o sistema de franquia. Uma nova loja foi inaugurada em São Paulo. Depois de recuperar o prestígio da marca no país, a empresa alemã voltou a inaugurar outras lojas próprias em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, fechando o ano de 2010 com seis unidades.
A marca no mundo
Os produtos da HUGO BOSS, como coleções de roupas, óculos, perfumes, sapatos e relógios, divididos em três sub-marcas principais, estão disponíveis em 124 países através de 1.500 lojas da grife (somadas as unidades próprias, franqueadas e parcerias) e em mais de 5 mil lojas de departamento e multimarcas. Aproximadamente 62% de suas vendas são geradas no continente Europeu, com a América respondendo por outros 22%. A linha BOSS BLACK corresponde a 68% do faturamento da empresa alemã. Os produtos da marca são fabricados em vários locais, como por exemplo, em Izmir na Turquia (sua fábrica mais importante); Radom na Polônia (sapatos); Morrovalle na Itália (sapatos e artigos de couro); Cleveland nos Estados Unidos (ternos); e Metzingen na Alemanha.
Você sabia?
● Tendo começado como um negócio familiar, nenhum membro da família Boss tem alguma participação nos negócios hoje em dia.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
Missoni investe no rio de janeiro
A marca italiana, conhecida pelo seu trabalho com o trico, cores vibrantes e o famoso zig zag, abre as portas no Fashion Mall, em São Conrado. Após a abertura da Missoni Home, em São Paulo, e posteriormente, no Iguatemi de Brasília, a marca chega ao shopping carioca.
Além desta loja, a grife também passa a ser vendida na multimarcas Via Flores. As sócias Sonia Isnard e Joana Nolasco celebrarão a parceria com um animado almoço italiano na Terça-feira dia 26, na varanda do restaurante Cavist, em Ipanema.Além dos celebres tricos, a linha home também chegará à multimarcas, com as coloridas almofadas e mantas.
A M Missoni, linha mais jovem e acessível da grife, também chegou ao país recentemente, nas lojas de São Paulo e Brasília. A coleção de Verão, com cerca de 70 peças, apostou na cartela de cores terrosas, em texturas e nas famosas listras e estampas.
A estilista Angela Missoni se inspirou na filha Margherita para criar esta segunda linha. A jovem, além de herdeira da grife, também é embaixadora da marca e responsável pelo segmento de moda praia e acessórios da grife.
Por:Gustavo Figueiredo
Além desta loja, a grife também passa a ser vendida na multimarcas Via Flores. As sócias Sonia Isnard e Joana Nolasco celebrarão a parceria com um animado almoço italiano na Terça-feira dia 26, na varanda do restaurante Cavist, em Ipanema.Além dos celebres tricos, a linha home também chegará à multimarcas, com as coloridas almofadas e mantas.
A M Missoni, linha mais jovem e acessível da grife, também chegou ao país recentemente, nas lojas de São Paulo e Brasília. A coleção de Verão, com cerca de 70 peças, apostou na cartela de cores terrosas, em texturas e nas famosas listras e estampas.
A estilista Angela Missoni se inspirou na filha Margherita para criar esta segunda linha. A jovem, além de herdeira da grife, também é embaixadora da marca e responsável pelo segmento de moda praia e acessórios da grife.
Por:Gustavo Figueiredo
Gucci em Portugal
Foi inaugurada dia 12/01/2012 a primeira loja da Gucci em Portugal, localizada na Avenida da Liberdade em Lisboa, onde estão a maioria das grifes famosas como Prada Louis Vitton Boss, Ermenegildo Zegna, Furla, Dolce & Gabbana etc...
O espaço tem cerca de 200m2 de luxo, usa materiais como madeira rosewood mármore, vidros e espelhos em bronze, detalhes em ouro nos puchadores das portas, que jogados com a fantástica luz natural inspiram um verdadeiro sentimento de elegância e riqueza, unindo o clássico ao contemporâneo.
O trabalho foi supervisionado por Frida Giannini e a loja conta com toda a linha de produtos da grife.
O restrito mercado de luxo tem mais uma montra em Lisboa. A Gucci abriu as portas na Avenida da Liberdade.
Esta é a primeira loja da marca em Portugal, uma aposta que a Gucci, sem adiantar quanto investiu, estima que venha a render 2,5 milhões de euros até ao final de 2012.
A loja não tem roupa, vende apenas acessórios: malas, carteiras, cintos, sedas, perfumes, relógios e óculos de sol.
Os produtos, claro está, são caríssimos. O artigo mais barato é um porta-chaves por 100 euros.
Quanto ao artigo mais caro, o limite é aquilo que o cliente quiser gastar. Uma simples mala pode ser personalizada: a pele pode passar a ser de crocodilo, a fivela de ouro, etc. No final, pode custar até 10 mil euros.
Mas o luxo não se fica pelos produtos à venda. Se o recheio impressiona, quanto à loja em si o espaço é de cortar a respiração. Os puxadores da porta têm aplicações em ouro e o espaço é povoado por madeira rosewood e mármores nobres. Espelhos e vidros são fundidos a bronze.
Definitivamente, um espaço que não está ao alcance de qualquer um.
Tags: MODA, LUXO, LISBOA, GUCCI, RETALHO, AGÊNCIA FINANCEIRA
Por:Gustavo Figueiredo
O espaço tem cerca de 200m2 de luxo, usa materiais como madeira rosewood mármore, vidros e espelhos em bronze, detalhes em ouro nos puchadores das portas, que jogados com a fantástica luz natural inspiram um verdadeiro sentimento de elegância e riqueza, unindo o clássico ao contemporâneo.
O trabalho foi supervisionado por Frida Giannini e a loja conta com toda a linha de produtos da grife.
O restrito mercado de luxo tem mais uma montra em Lisboa. A Gucci abriu as portas na Avenida da Liberdade.
Esta é a primeira loja da marca em Portugal, uma aposta que a Gucci, sem adiantar quanto investiu, estima que venha a render 2,5 milhões de euros até ao final de 2012.
A loja não tem roupa, vende apenas acessórios: malas, carteiras, cintos, sedas, perfumes, relógios e óculos de sol.
Os produtos, claro está, são caríssimos. O artigo mais barato é um porta-chaves por 100 euros.
Quanto ao artigo mais caro, o limite é aquilo que o cliente quiser gastar. Uma simples mala pode ser personalizada: a pele pode passar a ser de crocodilo, a fivela de ouro, etc. No final, pode custar até 10 mil euros.
Mas o luxo não se fica pelos produtos à venda. Se o recheio impressiona, quanto à loja em si o espaço é de cortar a respiração. Os puxadores da porta têm aplicações em ouro e o espaço é povoado por madeira rosewood e mármores nobres. Espelhos e vidros são fundidos a bronze.
Definitivamente, um espaço que não está ao alcance de qualquer um.
Tags: MODA, LUXO, LISBOA, GUCCI, RETALHO, AGÊNCIA FINANCEIRA
Por:Gustavo Figueiredo
Tuesday, February 7, 2012
PRADA
Imagine uma marca italiana que seja sinônimo de luxo e glamour no mundo inteiro. Que até o Papa usa seus calçados. Ou melhor, até o Diabo veste. Chamar a italiana PRADA de marca é um tremendo insulto. Chique e luxuosa, desperta nas mulheres um intenso, e muitas vezes incontrolável, desejo por suas peças que mais parecem verdadeiras jóias do mundo da moda, chegando a ponto da poderosa editora da revista Vogue americana, Anna Wintour, declarar: “PRADA é o único motivo para alguém assistir à temporada de moda em Milão”. Resumindo, PRADA é simplesmente divina.
A história
A tradicional grife italiana foi fundada na cidade de Milão em 1913 por Mario Prada e seu irmão Martino com o nome de Prada Brothers (em italiano, Fratelli Prada). Começou a sua atividade comercial através do design e da manufatura exclusiva de acessórios de luxo, como malas de viagem e bolsas, em couro e peles sofisticadas, além de outros materiais de elevada qualidade. Ganhou notoriedade ao longo das décadas por seus produtos de luxo. Já em 1919, a loja localizada na Galleria Vittorio Emanuele II se transformou no local favorito da realieza italiana e da aristocracia européia, que buscava produtos cheios de elegância e sofisticação. Na época, eles não admitiam que as mulheres da família se envolvessem nos negócios, mas, ironicamente, foi a filha de Mario, Luisa Prada, quem administrou a loja por quase 20 anos. No ano de 1978, a neta de um dos fundadores, Miuccia Prada, juntamente com seu futuro marido Patrizio Bertelli, assumiu o controle da empresa, que já tinha perdido muito do seu brilho, e passou a criar produtos mais inovadores e contemporâneos. Nesta época a PRADA faturava míseros US$ 450 mil por ano. Além disso, ingressou com seus produtos em grandes e badaladas lojas de departamento. A ascensão da PRADA como marca de luxo se dá no início da década de 80, com o lançamento de uma bolsa preta de linhas básicas. O acessório tornou-se febre entre atrizes e celebridades, levando o nome da marca a um público maior e cheio de glamour. Pouco depois, em 1983, a empresa inaugurou uma segunda loja também na cidade de Milão. Essa nova loja representava uma nova imagem da marca, combinando elementos tradicionais com uma arquitetura moderna, além de introduzir em sua decoração a cor verde-palha, que se tornaria, nos anos seguintes, um símbolo padrão de suas lojas.
Outro fator de recuperação da marca italiana foi o lançamento de uma simples, porém célebre, mochila preta de nylon, material utilizado para fazer tendas militares, ajustada com tiras de couro. Além de ser bela a mochila criada era resistente. Miuccia acertou em cheio as necessidades de suas consumidoras: mulheres modernas que precisavam de praticidade, mas não abriam mão da beleza. Bolsas e outros acessórios de nylon foram estampados com o triângulo metálico invertido, onde era possível ler o nome da marca, e rapidamente se tornaram objetos de desejo, usadas por modelos como Jerry Hall e Marie Helvin. “Uma bolsa ou um sapato são boas maneiras de se identificar estilisticamente, sem ter que se estressar com o look inteiro”, costuma afirmar a estilista. É da mesma época o tênis com cara de sapato (ou será sapato com cara de tênis?) que chegou, viu e venceu no mundo dos calçados. Começava então a transformação da marca PRADA em um ícone do mercado de luxo mundial.
O processo de internacionalização da marca italiana foi acelerado com a inauguração em 1986 da primeira loja em Nova York e Madri, seguidas por unidades em Londres, Paris e Tóquio. No final desta década a PRADA entrou definitivamente no universo do mundo fashion ao apresentar sua primeira coleção de roupas femininas, aclamada pelas inovadoras linhas puristas e austeras, causando impacto e chamando a atenção do mundo da moda para a marca. A coleção mostrava muitas novidades, novos tecidos e tecnologias. O público, acostumado com a “sensualidade em forma de roupa”, se surpreendeu com as linhas retas e o tom intelectual da coleção. A crítica comparou PRADA à Gucci: enquanto a garota Gucci está tomando tequila no fundo de uma boate vestindo mini-saia e top, a garota PRADA está num café lendo Proust.
Os anos 90 começaram com a criação da MIU MIU, uma espécie de segunda linha da marca italiana batizada com o apelido de Miuccia, mais acessível e rapidamente adotada pela juventude cosmopolita, conferindo-lhe o status de ícone da moda mundial. Quase ao mesmo tempo a PRADA lançou no mercado sua primeira coleção masculina. Além disso, a empresa criou a Fundação Prada, que promove projetos e exposições com foco em arte contemporânea. Nos anos seguintes a PRADA lançou inúmeras novidades como uma linha esportiva, coleções de relógios, roupas íntimas, cosméticos, perfumes e uma sofisticada linha de decoração para casa. Ainda nesta década a marca ganhou enorme visibilidade com a inauguração de novas e modernas lojas em Londres (1994), Nova York, San Francisco e Paris (1996). Nesta época a marca possuía aproximadamente 40 lojas próprias, 20 das quais localizadas no Japão. Em 1998 a marca inaugurou sua primeira loja exclusivamente dedicada ao público masculino na cidade de Los Angeles.
Em 2008 a marca italiana lançou uma coleção de acessórios e uma linha limitada de bijuterias com estilo retro. A marca selecionou materiais inovadores para as bijuterias, como cristais tratados em choque térmico para criar um efeito “craquelado”. Os cristais de vários tamanhos e formas foram aplicados em colares, brincos e pulseiras. Foi neste mesmo ano, que a marca italiana ressuscitou as rendas, até então ligeiramente esquecidas pela indústria fashion, em sua coleção de inverno, repleta de peças com corte comportado e transparência. Em 2010 a marca italiana inaugurou quatro novas lojas em Xangai, elevando o número de unidades no país para 38, demonstrando a importância desse enorme mercado nos planos futuros da empresa. Atualmente os preços dos sapatos da marca italiana variam entre US$ 400 à US$ 2.500, as bolsas entre US$ 200 e US$ 7.000, as jaquetas entre US$ 3.000 à US$ 15.000 e os vestidos entre US$ 1.500 à US$ 7.500. Afinal de contas, o luxo da PRADA tem seu preço.
A linha do tempo
1979
● Lançamento da primeira coleção de sapatos femininos.
1984
● Lançamento da PRADA BACKPACK, uma mochila feita em náilon que se transformaria em um dos ícones da marca italiana.
1988
● Lançamento da primeira coleção de roupas feminina da marca.
1993
● Lançamento da MIU MIU, uma marca mais jovem e ousada composta por roupas, bolsas, calçados e acessórios. Essa marca descontraída investe em cores, estampas e comprimentos míni.
● Lançamento da primeira coleção masculina de roupas, calçados e acessórios.
1995
● Criação da FUNDAZIONE PRADA (Fundação Prada) para abrigar exposições de arte e publicar livros.
1997
● Lançamento da PRADA SPORT, uma linha esportiva de roupas e acessórios.
2000
● Lançamento da primeira coleção de óculos de sol e armações da marca italiana.
● Lançamento de sua primeira linha de cosméticos.
2001
● Inauguração em Nova York da PRADA EPICENTER, uma loja-conceito com arquitetura e design inovadores.
2004
● Lançamento do PRADA DONNA, primeiro perfume da marca.
● Lançamento do perfume feminino PRADA AMBER.
2006
● Lançamento do PRADA AMBER, primeiro perfume masculino da marca italiana.
2007
● Lançamento do perfume feminino PRADA INFUSION D’IRIS.
2008
● Lançamento do perfume masculino PRADA INFUSION D’HOMME.
● Lançamento dos óculos PRADA BUTTERFLY, que possuía proporções mais avantajadas e linhas laterais em forma de asas de borboleta. Rapidamente Nicole Richie, Paris Hilton, Brooke Shields e Gwen Stefani foram clicadas usando os óculos, que se transformaram em um enorme sucesso.
2009
● Lançamento do perfume PRADA L’EAU AMBRÉE.
● Lançamento de um livro que mostra os últimos 30 anos da marca italiana. Nas 706 páginas do livro estão não somente a trajetória histórica da empresa e as imagens dos produtos mais famosos, mas também todo o processo criativo. Um dos conteúdos da publicação são as 3.885 fotos em miniatura das bolsas e sapatos mais famosos da grife italiana.
● Lançamento do PRADA TRANSFORMER, uma pioneira estrutura temporária, que serve para acomodar uma variedade de eventos culturais. Constituída por quatro formas geométricas básicas - um círculo, uma cruz, um hexágono e um retângulo envoltos em uma membrana translúcida - projetadas para receber uma exposição de moda, um festival de cinema, uma exposição de arte e um desfile de moda da marca italiana. A primeira cidade a contar com o novo projeto foi Seul na Coréia do Sul.
2010
● Lançamento da coleção PRADA MADE IN, feita á mão e que combina estilos artesanais de localidades diversas do mundo com a identidade da marca. Assim a “Prada Made in Scotland” é uma coleção de kilts de tartan produzidos em oficinas especializadas nas técnicas centenárias de tecelagem e confecção. Os bordados indianos e seu colorido de encher os olhos também ganharam uma linha com a etiqueta de luxo, “Prada Made in India”, que traz peças produzidas a mão com a técnica Chikan, tradicional da Índia muçulmana. Do Peru, por sua vez, vem uma série de cardigãs e blusas em malha de lã de alpaca, conhecida pelos incas como o “ouro dos Andes”. O Japão, curiosamente, também entrou na lista com o jeans produzido pela Dova, considerada por Miuccia a fábrica de jeans mais sofisticada do planeta.
● Lançamento do PRADA PRIVATE, um serviço de customização de óculos onde o cliente tem a opção de trocar as iniciais “P” e “R”, que estão na lateral das hastes, por outras duas letras quaisquer do alfabeto ou ainda alguns símbolos como números, corações, estrelas e caveiras.
● Lançamento do perfume feminino PRADA INFUSION DE TRUBÉREUSE.
2011
● Lançamento do PRADA AMBER POUR HOMME INTENSE, uma edição limitada da tradicional fragrância masculina da marca.
PRADA + LG
A marca italiana inovou ao lançar no mês de março de 2007, em parceria com a coreana LG Electronics, o aparelho celular LG PRADA KE850. O celular, que estava sendo desenvolvido desde 2005, chamado de “PRADA Phone by LG”, é esguio (12 milímetros de espessura), com tela sensível ao toque e câmera de 2 mega pixels. A grife italiana ajudou a criar a interface do aparelho, os tons de chamada, o conteúdo pré-instalado e os acessórios. Segundo a PRADA o objetivo do projeto é posicionar a marca na arena dos telefones celulares, que cada vez mais são sinônimos de estilo. O novo aparelho, lançado ao preço de €600, vendeu 300 mil unidades em oitos países (Itália, Alemanha, Reino Unido, França, Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong) nos três primeiros meses. Em 18 meses foram mais de 1 milhão de unidades vendidas. No Brasil, o celular chegou, meses depois, comercializado pelas operadoras Vivo, Claro e Tim ao preço de R$ 1.900,00. A LG não comentou a razão pela qual optou por não lançar o modelo nos Estados Unidos. Em 2009 a segunda geração do telefone celular foi lançada no mercado.
Experiência única
Além da moda, a empresa revoluciona na arquitetura, com seus projetos de lojas, com jeito de galeria, sem nome na fachada e onde os produtos têm status de obras de artes, assinados por importantes arquitetos contemporâneos como o visionário holandês Rem Koolhaass, responsável pela filial de Nova York, inaugurada em 2001 no badalado distrito do SoHo, erguida no local onde funcionou a filial do Museu Guggenheim. Ao custo de US$ 40 milhões, o espaço de 2.300 metros quadrados, assombra pela arquitetura e encanta pela decoração, chegando a surpreender pelos sofisticados efeitos tecnológicos. O nome do projeto não poderia ser mais sugestivo: PRADA EPICENTER, um local em que moda, arte e arquitetura se relacionam. Algumas novidades incluem o elevador redondo de vidro (decorado com malas e bolsas da marca) e as portas dos provadores feitas com painéis de cristal líquido que escurecem quando o cliente entra para experimentar uma peça de roupa, garantindo sua privacidade. Outra novidade está dentro dos provadores. O consumidor pode pendurar peças de roupa e acessórios em uma espécie de cabide. As imagens são capturadas através das etiquetas inteligentes e projetadas numa tela de plasma. Basta apertar botões nessa tela para o cliente misturar as peças até encontrar a melhor combinação ou obter detalhes sobre os artigos como tamanhos, cores, materiais, número de peças no estoque e preço – este, raramente abaixo dos quatro dígitos. Produtos são exibidos em gaiolas de vidro penduradas no teto; outros, ainda, sobre tablados de madeira em sala de piso quadriculado e teto de espelho. Resultado: virou ponto turístico de Manhattan. A unidade de Tóquio, inaugurada em 2003 e assinada pela dupla suíça Jacques Herzog e Pierre de Meuron, é a mais provocativa construção da capital japonesa. Este conceito de loja possui unidades também em Beverly Hills (inaugurada em 2004) e San Francisco.
O gênio por trás da marca
Hoje em dia, ela é considerada a papisa da moda. Maria Bianchi Prada nasceu no dia 10 de maio de 1949 em Milão, berço da moda italiana. Formada em ciências políticas e ex-militante do Partido Comunista Italiano, em sua juventude, onde participava de passeatas vestindo roupas do estilista Yves Saint Laurent, participou de movimentos estudantis e quis trazer para suas coleções uma mulher inteligente, bem informada, ousada e inovadora, bem diferente do estilo feminino e sensual pregado pelos seus conterrâneos. Ela assumiu a empresa aos 28 anos, ocupando o lugar da mãe, a contragosto. Porém, logo em seu primeiro desfile de prêt-à-porter, causou impacto e ganhou importância.
Tímida, avessa a entrevistas, festas e eventos, representa, na moda, a intérprete de seu tempo, uma verdadeira antena parabólica de vontades. Mais que isso: ela antecipa vontades, lançando em seus desfiles em Milão uma moda que ainda nem sabíamos que queríamos. Munida desse talento, transformou a PRADA, uma centenária marca italiana de bagagens (herança do avô), na mais copiada grife de moda do planeta, presente nas vitrines pop dos bairros chiques em pontos tão distantes quanto o Harajuku, em Tóquio, e o SoHo, em Nova York. Seu toque de Midas fez da PRADA uma das marcas que mais ditou tendências em acessórios ao longo dos últimos anos: bolsas com couro tie-dye, laço no lugar das alças, modelo bowling. Das profundezas do universo da moda, como uma sacerdotisa que fala por enigmas, Miuccia Prada comanda o espetáculo. Miuccia foi a primeira estilista a aparecer, em 2008, na capa da The New York Magazine, uma das publicações que mais dita tendências no mundo. A italiana é a única estilista que consta na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo.
Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 1913
● Fundador: Mario e Marino Prada
● Sede mundial: Milão, Itália
● Proprietário da marca: Prada S.p.A.
● Capital aberto: Não
● Chairwoman: Miuccia Prada
● CEO: Patrizio Bertelli
● Estilista: Miuccia Prada
● Faturamento: €2.05 bilhões (2010)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 320
● Presença global: 80 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Itália e Estados Unidos
● Funcionários: 7.500
● Segmento: Moda de luxo
● Principais produtos: Bolsas, roupas, sapatos e perfumes
● Marcas: PRADA, MIU MIU e PRADA SPORT
● Ícones: Miuccia Prada
● Website: http://www.prada.com/
A marca no mundo
A PRADA possui 320 lojas (incluindo a marca Miu-Miu) nas cidades mais importantes e cosmopolitas de 80 países ao redor do mundo. Objetos em couro e calçados respondem por uma fatia de 65% do total de vendas e prêt-á-porter por 34%. Geograficamente, a Itália sozinha responde por 27% dos rendimentos, o restante da Europa por 27%, Ásia-Pacífico por 25% e Estados Unidos por 21%. Atualmente a PRADA possui várias linhas de produção de moda masculina e feminina, tais como: Prada Cosmetics (para perfumes, maquiagem, loções faciais e corporais), Prada Sapatos (sapatos, sandálias, botas, mocassins, tênis), a Prada Eyewear (armações e lentes para óculos de grau e óculos de sol), assim como a confecção de roupas que vai de casacos e camisas até luxuosos vestidos. A empresa produz aproximadamente 8 milhões de peças por ano.
Você sabia?
● A luxuosa grife italiana foi mencionada em várias obras, como por exemplo, o livro O Diabo Veste Prada, tanto no próprio título quanto nas roupas que os personagens usaram em sua adaptação para o cinema.
Por:Guatavo Figueiredo
A história
A tradicional grife italiana foi fundada na cidade de Milão em 1913 por Mario Prada e seu irmão Martino com o nome de Prada Brothers (em italiano, Fratelli Prada). Começou a sua atividade comercial através do design e da manufatura exclusiva de acessórios de luxo, como malas de viagem e bolsas, em couro e peles sofisticadas, além de outros materiais de elevada qualidade. Ganhou notoriedade ao longo das décadas por seus produtos de luxo. Já em 1919, a loja localizada na Galleria Vittorio Emanuele II se transformou no local favorito da realieza italiana e da aristocracia européia, que buscava produtos cheios de elegância e sofisticação. Na época, eles não admitiam que as mulheres da família se envolvessem nos negócios, mas, ironicamente, foi a filha de Mario, Luisa Prada, quem administrou a loja por quase 20 anos. No ano de 1978, a neta de um dos fundadores, Miuccia Prada, juntamente com seu futuro marido Patrizio Bertelli, assumiu o controle da empresa, que já tinha perdido muito do seu brilho, e passou a criar produtos mais inovadores e contemporâneos. Nesta época a PRADA faturava míseros US$ 450 mil por ano. Além disso, ingressou com seus produtos em grandes e badaladas lojas de departamento. A ascensão da PRADA como marca de luxo se dá no início da década de 80, com o lançamento de uma bolsa preta de linhas básicas. O acessório tornou-se febre entre atrizes e celebridades, levando o nome da marca a um público maior e cheio de glamour. Pouco depois, em 1983, a empresa inaugurou uma segunda loja também na cidade de Milão. Essa nova loja representava uma nova imagem da marca, combinando elementos tradicionais com uma arquitetura moderna, além de introduzir em sua decoração a cor verde-palha, que se tornaria, nos anos seguintes, um símbolo padrão de suas lojas.
Outro fator de recuperação da marca italiana foi o lançamento de uma simples, porém célebre, mochila preta de nylon, material utilizado para fazer tendas militares, ajustada com tiras de couro. Além de ser bela a mochila criada era resistente. Miuccia acertou em cheio as necessidades de suas consumidoras: mulheres modernas que precisavam de praticidade, mas não abriam mão da beleza. Bolsas e outros acessórios de nylon foram estampados com o triângulo metálico invertido, onde era possível ler o nome da marca, e rapidamente se tornaram objetos de desejo, usadas por modelos como Jerry Hall e Marie Helvin. “Uma bolsa ou um sapato são boas maneiras de se identificar estilisticamente, sem ter que se estressar com o look inteiro”, costuma afirmar a estilista. É da mesma época o tênis com cara de sapato (ou será sapato com cara de tênis?) que chegou, viu e venceu no mundo dos calçados. Começava então a transformação da marca PRADA em um ícone do mercado de luxo mundial.
O processo de internacionalização da marca italiana foi acelerado com a inauguração em 1986 da primeira loja em Nova York e Madri, seguidas por unidades em Londres, Paris e Tóquio. No final desta década a PRADA entrou definitivamente no universo do mundo fashion ao apresentar sua primeira coleção de roupas femininas, aclamada pelas inovadoras linhas puristas e austeras, causando impacto e chamando a atenção do mundo da moda para a marca. A coleção mostrava muitas novidades, novos tecidos e tecnologias. O público, acostumado com a “sensualidade em forma de roupa”, se surpreendeu com as linhas retas e o tom intelectual da coleção. A crítica comparou PRADA à Gucci: enquanto a garota Gucci está tomando tequila no fundo de uma boate vestindo mini-saia e top, a garota PRADA está num café lendo Proust.
Os anos 90 começaram com a criação da MIU MIU, uma espécie de segunda linha da marca italiana batizada com o apelido de Miuccia, mais acessível e rapidamente adotada pela juventude cosmopolita, conferindo-lhe o status de ícone da moda mundial. Quase ao mesmo tempo a PRADA lançou no mercado sua primeira coleção masculina. Além disso, a empresa criou a Fundação Prada, que promove projetos e exposições com foco em arte contemporânea. Nos anos seguintes a PRADA lançou inúmeras novidades como uma linha esportiva, coleções de relógios, roupas íntimas, cosméticos, perfumes e uma sofisticada linha de decoração para casa. Ainda nesta década a marca ganhou enorme visibilidade com a inauguração de novas e modernas lojas em Londres (1994), Nova York, San Francisco e Paris (1996). Nesta época a marca possuía aproximadamente 40 lojas próprias, 20 das quais localizadas no Japão. Em 1998 a marca inaugurou sua primeira loja exclusivamente dedicada ao público masculino na cidade de Los Angeles.
Em 2008 a marca italiana lançou uma coleção de acessórios e uma linha limitada de bijuterias com estilo retro. A marca selecionou materiais inovadores para as bijuterias, como cristais tratados em choque térmico para criar um efeito “craquelado”. Os cristais de vários tamanhos e formas foram aplicados em colares, brincos e pulseiras. Foi neste mesmo ano, que a marca italiana ressuscitou as rendas, até então ligeiramente esquecidas pela indústria fashion, em sua coleção de inverno, repleta de peças com corte comportado e transparência. Em 2010 a marca italiana inaugurou quatro novas lojas em Xangai, elevando o número de unidades no país para 38, demonstrando a importância desse enorme mercado nos planos futuros da empresa. Atualmente os preços dos sapatos da marca italiana variam entre US$ 400 à US$ 2.500, as bolsas entre US$ 200 e US$ 7.000, as jaquetas entre US$ 3.000 à US$ 15.000 e os vestidos entre US$ 1.500 à US$ 7.500. Afinal de contas, o luxo da PRADA tem seu preço.
A linha do tempo
1979
● Lançamento da primeira coleção de sapatos femininos.
1984
● Lançamento da PRADA BACKPACK, uma mochila feita em náilon que se transformaria em um dos ícones da marca italiana.
1988
● Lançamento da primeira coleção de roupas feminina da marca.
1993
● Lançamento da MIU MIU, uma marca mais jovem e ousada composta por roupas, bolsas, calçados e acessórios. Essa marca descontraída investe em cores, estampas e comprimentos míni.
● Lançamento da primeira coleção masculina de roupas, calçados e acessórios.
1995
● Criação da FUNDAZIONE PRADA (Fundação Prada) para abrigar exposições de arte e publicar livros.
1997
● Lançamento da PRADA SPORT, uma linha esportiva de roupas e acessórios.
2000
● Lançamento da primeira coleção de óculos de sol e armações da marca italiana.
● Lançamento de sua primeira linha de cosméticos.
2001
● Inauguração em Nova York da PRADA EPICENTER, uma loja-conceito com arquitetura e design inovadores.
2004
● Lançamento do PRADA DONNA, primeiro perfume da marca.
● Lançamento do perfume feminino PRADA AMBER.
2006
● Lançamento do PRADA AMBER, primeiro perfume masculino da marca italiana.
2007
● Lançamento do perfume feminino PRADA INFUSION D’IRIS.
2008
● Lançamento do perfume masculino PRADA INFUSION D’HOMME.
● Lançamento dos óculos PRADA BUTTERFLY, que possuía proporções mais avantajadas e linhas laterais em forma de asas de borboleta. Rapidamente Nicole Richie, Paris Hilton, Brooke Shields e Gwen Stefani foram clicadas usando os óculos, que se transformaram em um enorme sucesso.
2009
● Lançamento do perfume PRADA L’EAU AMBRÉE.
● Lançamento de um livro que mostra os últimos 30 anos da marca italiana. Nas 706 páginas do livro estão não somente a trajetória histórica da empresa e as imagens dos produtos mais famosos, mas também todo o processo criativo. Um dos conteúdos da publicação são as 3.885 fotos em miniatura das bolsas e sapatos mais famosos da grife italiana.
● Lançamento do PRADA TRANSFORMER, uma pioneira estrutura temporária, que serve para acomodar uma variedade de eventos culturais. Constituída por quatro formas geométricas básicas - um círculo, uma cruz, um hexágono e um retângulo envoltos em uma membrana translúcida - projetadas para receber uma exposição de moda, um festival de cinema, uma exposição de arte e um desfile de moda da marca italiana. A primeira cidade a contar com o novo projeto foi Seul na Coréia do Sul.
2010
● Lançamento da coleção PRADA MADE IN, feita á mão e que combina estilos artesanais de localidades diversas do mundo com a identidade da marca. Assim a “Prada Made in Scotland” é uma coleção de kilts de tartan produzidos em oficinas especializadas nas técnicas centenárias de tecelagem e confecção. Os bordados indianos e seu colorido de encher os olhos também ganharam uma linha com a etiqueta de luxo, “Prada Made in India”, que traz peças produzidas a mão com a técnica Chikan, tradicional da Índia muçulmana. Do Peru, por sua vez, vem uma série de cardigãs e blusas em malha de lã de alpaca, conhecida pelos incas como o “ouro dos Andes”. O Japão, curiosamente, também entrou na lista com o jeans produzido pela Dova, considerada por Miuccia a fábrica de jeans mais sofisticada do planeta.
● Lançamento do PRADA PRIVATE, um serviço de customização de óculos onde o cliente tem a opção de trocar as iniciais “P” e “R”, que estão na lateral das hastes, por outras duas letras quaisquer do alfabeto ou ainda alguns símbolos como números, corações, estrelas e caveiras.
● Lançamento do perfume feminino PRADA INFUSION DE TRUBÉREUSE.
2011
● Lançamento do PRADA AMBER POUR HOMME INTENSE, uma edição limitada da tradicional fragrância masculina da marca.
PRADA + LG
A marca italiana inovou ao lançar no mês de março de 2007, em parceria com a coreana LG Electronics, o aparelho celular LG PRADA KE850. O celular, que estava sendo desenvolvido desde 2005, chamado de “PRADA Phone by LG”, é esguio (12 milímetros de espessura), com tela sensível ao toque e câmera de 2 mega pixels. A grife italiana ajudou a criar a interface do aparelho, os tons de chamada, o conteúdo pré-instalado e os acessórios. Segundo a PRADA o objetivo do projeto é posicionar a marca na arena dos telefones celulares, que cada vez mais são sinônimos de estilo. O novo aparelho, lançado ao preço de €600, vendeu 300 mil unidades em oitos países (Itália, Alemanha, Reino Unido, França, Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong) nos três primeiros meses. Em 18 meses foram mais de 1 milhão de unidades vendidas. No Brasil, o celular chegou, meses depois, comercializado pelas operadoras Vivo, Claro e Tim ao preço de R$ 1.900,00. A LG não comentou a razão pela qual optou por não lançar o modelo nos Estados Unidos. Em 2009 a segunda geração do telefone celular foi lançada no mercado.
Experiência única
Além da moda, a empresa revoluciona na arquitetura, com seus projetos de lojas, com jeito de galeria, sem nome na fachada e onde os produtos têm status de obras de artes, assinados por importantes arquitetos contemporâneos como o visionário holandês Rem Koolhaass, responsável pela filial de Nova York, inaugurada em 2001 no badalado distrito do SoHo, erguida no local onde funcionou a filial do Museu Guggenheim. Ao custo de US$ 40 milhões, o espaço de 2.300 metros quadrados, assombra pela arquitetura e encanta pela decoração, chegando a surpreender pelos sofisticados efeitos tecnológicos. O nome do projeto não poderia ser mais sugestivo: PRADA EPICENTER, um local em que moda, arte e arquitetura se relacionam. Algumas novidades incluem o elevador redondo de vidro (decorado com malas e bolsas da marca) e as portas dos provadores feitas com painéis de cristal líquido que escurecem quando o cliente entra para experimentar uma peça de roupa, garantindo sua privacidade. Outra novidade está dentro dos provadores. O consumidor pode pendurar peças de roupa e acessórios em uma espécie de cabide. As imagens são capturadas através das etiquetas inteligentes e projetadas numa tela de plasma. Basta apertar botões nessa tela para o cliente misturar as peças até encontrar a melhor combinação ou obter detalhes sobre os artigos como tamanhos, cores, materiais, número de peças no estoque e preço – este, raramente abaixo dos quatro dígitos. Produtos são exibidos em gaiolas de vidro penduradas no teto; outros, ainda, sobre tablados de madeira em sala de piso quadriculado e teto de espelho. Resultado: virou ponto turístico de Manhattan. A unidade de Tóquio, inaugurada em 2003 e assinada pela dupla suíça Jacques Herzog e Pierre de Meuron, é a mais provocativa construção da capital japonesa. Este conceito de loja possui unidades também em Beverly Hills (inaugurada em 2004) e San Francisco.
O gênio por trás da marca
Hoje em dia, ela é considerada a papisa da moda. Maria Bianchi Prada nasceu no dia 10 de maio de 1949 em Milão, berço da moda italiana. Formada em ciências políticas e ex-militante do Partido Comunista Italiano, em sua juventude, onde participava de passeatas vestindo roupas do estilista Yves Saint Laurent, participou de movimentos estudantis e quis trazer para suas coleções uma mulher inteligente, bem informada, ousada e inovadora, bem diferente do estilo feminino e sensual pregado pelos seus conterrâneos. Ela assumiu a empresa aos 28 anos, ocupando o lugar da mãe, a contragosto. Porém, logo em seu primeiro desfile de prêt-à-porter, causou impacto e ganhou importância.
Tímida, avessa a entrevistas, festas e eventos, representa, na moda, a intérprete de seu tempo, uma verdadeira antena parabólica de vontades. Mais que isso: ela antecipa vontades, lançando em seus desfiles em Milão uma moda que ainda nem sabíamos que queríamos. Munida desse talento, transformou a PRADA, uma centenária marca italiana de bagagens (herança do avô), na mais copiada grife de moda do planeta, presente nas vitrines pop dos bairros chiques em pontos tão distantes quanto o Harajuku, em Tóquio, e o SoHo, em Nova York. Seu toque de Midas fez da PRADA uma das marcas que mais ditou tendências em acessórios ao longo dos últimos anos: bolsas com couro tie-dye, laço no lugar das alças, modelo bowling. Das profundezas do universo da moda, como uma sacerdotisa que fala por enigmas, Miuccia Prada comanda o espetáculo. Miuccia foi a primeira estilista a aparecer, em 2008, na capa da The New York Magazine, uma das publicações que mais dita tendências no mundo. A italiana é a única estilista que consta na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo.
Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 1913
● Fundador: Mario e Marino Prada
● Sede mundial: Milão, Itália
● Proprietário da marca: Prada S.p.A.
● Capital aberto: Não
● Chairwoman: Miuccia Prada
● CEO: Patrizio Bertelli
● Estilista: Miuccia Prada
● Faturamento: €2.05 bilhões (2010)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 320
● Presença global: 80 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Itália e Estados Unidos
● Funcionários: 7.500
● Segmento: Moda de luxo
● Principais produtos: Bolsas, roupas, sapatos e perfumes
● Marcas: PRADA, MIU MIU e PRADA SPORT
● Ícones: Miuccia Prada
● Website: http://www.prada.com/
A marca no mundo
A PRADA possui 320 lojas (incluindo a marca Miu-Miu) nas cidades mais importantes e cosmopolitas de 80 países ao redor do mundo. Objetos em couro e calçados respondem por uma fatia de 65% do total de vendas e prêt-á-porter por 34%. Geograficamente, a Itália sozinha responde por 27% dos rendimentos, o restante da Europa por 27%, Ásia-Pacífico por 25% e Estados Unidos por 21%. Atualmente a PRADA possui várias linhas de produção de moda masculina e feminina, tais como: Prada Cosmetics (para perfumes, maquiagem, loções faciais e corporais), Prada Sapatos (sapatos, sandálias, botas, mocassins, tênis), a Prada Eyewear (armações e lentes para óculos de grau e óculos de sol), assim como a confecção de roupas que vai de casacos e camisas até luxuosos vestidos. A empresa produz aproximadamente 8 milhões de peças por ano.
Você sabia?
● A luxuosa grife italiana foi mencionada em várias obras, como por exemplo, o livro O Diabo Veste Prada, tanto no próprio título quanto nas roupas que os personagens usaram em sua adaptação para o cinema.
Por:Guatavo Figueiredo
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